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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Homossexuais são pais








Homossexuais são pais “tranquilos e seguros”
por CÉU NEVES
     Psicóloga conclui que as crianças podem ter vantagens em ser criadas por dois pais ou duas mães. Problemas estão na forma como a sociedade estigmatiza estas famílias.
     Os homossexuais, em geral, não são “neuróticos e ansiosos”. Pelo contrário, são “afectuosos, tranquilos, confiantes e firmes nas decisões”, características que fazem deles melhores pais do que muitos heterossexuais, mais “neuróticos, ansiosos e inseguros”. Conclusões surpreendentes de uma tese em psicologia sobre homoparentalidade, que desfaz estereótipos como o de que uma criança criada por homossexuais tem maiores probabilidades de ser gay ou lésbica.
     A psicóloga Vanessa Ramalho diz que a “identidade sexual da criança é formada muito precocemente, muito antes do bebé conseguir distinguir um homem de uma mulher. O que conhece são os cuidadores e faz uma síntese das características que gosta e que não gosta neles”.
     Segundo a tese daquela psicóloga, “Homoparentalidade: estudo da adequação homoparental”, os homossexuais revelam ser bons cuidadores. “Verificam-se características idiossincráticas e comportamentos educativos adequados, promotores de boa parentalidade, que assim assumem índices desenvolvimentais e relacionais, indutores de adaptação emocional e maturidade psicológica.” E vai ao ponto de afirmar que pais homossexuais até podem trazer vantagens para a educação de uma criança, até porque um filho resulta, em geral, de muita ponderação e tempo de espera.
     Ana (nome fictício) é lésbica e foi mãe de gémeos através de uma inseminação artificial no estrangeiro. E acredita que a homossexualidade pode ser uma vantagem. Considera que “um pai/ mãe homossexual que seja assumido é, à partida, um indivíduo mais flexível, de mentalidade mais aberta ao mundo e ao que possa fugir do padrão instituído pela sociedade”.
Ana recorda a “felicidade imensa” que foi para os seus pais o nascimento dos seus filhos, numa altura em que “já tinham perdido a esperança de ter netos”, aceitando “naturalmente” a namorada e a relação que ela tem com os gémeos. E conclui: “Parecem-me crianças felizes e despreocupadas e, apesar da pouca idade, já perceberam que a mamã não tem um marido e que não têm um pai nos moldes da maioria dos amiguinhos, mas sinto que vivem isso de uma forma natural, porque eu e a minha família isso lhes transmitimos.”
     Manuel (igualmente nome fictício) tem outra história de paternidade para contar. O filho, de 12 anos, resultou de um casamento heterossexual. A criança viveu com ambos os pais até aos sete anos, altura em que o pai se assumiu como gay. Ficou a viver com a mãe, mudando-se no último ano para a companhia do Manuel e do companheiro por “uma questão de logística”.
     “A parentalidade não se mistura com a orientação sexual. Era pai quando tinha um comportamento heterossexual e continuei a ser pai depois de ter um comportamento homossexual”, sublinha, acrescentando: “A questão só se coloca na gestão extraparedes.”
Uma preocupação que vai de encontro ao estudo de Vanessa Ramalho. A investigadora diz que “a estigmatização da sociedade é que cria obstáculos à homoparentalidade ou à adopção por homossexuais“. E defende campanhas de sensibilização sobre estas novas famílias.
     Tem sido esse um dos objectivos das associações de gays, lésbicas, bissexuais e transgenders, como a Ilga. Paulo Côrte-Real, o seu presidente, salienta que o estudo “reforça o que é de consenso científico a nível internacional”. Ou seja, “não se justifica a proibição da adopção e da reprodução medicamente assistida por casais homossexuais“.
     Vanessa Ramalho considera o seu estudo “um contributo para o debate do tema”, reconhecendo a limitação da amostra: 25 heterossexuais e 25 homossexuais. Mas a sua tese, orientada pelo pedopsiquiatra Eduardo Sá, é o primeiro trabalho do género em Portugal, dada a dificuldade em inquirir esta comunidade. É que os homossexuais ainda não se sentem preparados para darem a cara!

domingo, 11 de março de 2012

Entendendo a Perversão
          Freud não se limita a definir a como a negação do instinto, pois, salienta que a predisposição à perversão é característica da sexualidade humana. Nesse sentido, afirma que toda criança é estruturalmente perversa. O perverso nesse sentido seria aquele que não abre mão do poder. É no momento da conscientização de que existe uma “falta (ou seja, não é possível exercer o poder sobre tudo ou todos), que o indivíduo tenta substituir está necessidade de dominar propondo a si mesmo ser o objeto que preenche esta falta (que exerce o poder).
     Lacan afirma que a perversão surge como uma defesa contra a angústia de ser despojado do poder, quando a criança se coloca como objeto que preenche a falta do Outro (este outro pode ser sua mãe ou quem desempenha o papel cuidador, nutridor).
     A gênese da perversão, nesse sentido, está vinculada ao complexo de castração. O perverso se faz objeto a serviço do prazer do Outro. Ele, contrariamente ao neurótico não se vitima e nem se anula frente ás exigências da vida; ao contrário, se torna o instrumento de ação e punição, torna-se o vingador.
     Ao perceber que a mãe fragilizada, por exemplo, se anula diante da vida, do marido, da sociedade, dos seus desejos e sonhos o perverso se torna o instrumento contestador, revelador, expositor da submissão alheia e faz isso de forma conflituosa, ameaçadora e transgressora. Assim, ao mesmo tempo em que recolher a impotência do seu cuidador se torna vingador em defesa dele (a este duplo e simultâneo sentimento, Freud irá chamar de “renegação ou verleugnung”). Valendo-se de um comportamento tirânico, busca triunfar sobre as situações ameaçadoras que impede o Outro de ser quem realmente é.
     Deste modo, nasce no perverso à necessidade do “fetiche” como um mecanismo de defesa que atenua a angústia (de castração). O fetiche vem tomar lugar do poder (do falo) perdido. Quando o perverso tem que se deparar com a privação materna, ele elege um elemento imaginário, o fetiche, que vem  a ocupar ou substituir o poder perdido pela mãe. Simbolicamente, se o fetiche está ali é porque a mãe não perdeu seu lugar, seu poder, sua individualidade. Por isso, o fetiche adquire um alto grau de valorização para o perverso já que  vai servir como proteção contra o horror à ameaça da perda e ao mesmo tempo, sustentar a ilusão do poder. No entanto, este é um equilíbrio frágil que pode se partir a qualquer momento produzindo graves sintomas, pois a, solução perversa revela-se também um falso triunfo sobre a perda do poder e sobre o pai que supostamente é responsabilizado pela submissão materna. Assim, o perverso não faz mais do que tentar enfraquecer e minimizar a importância de ambos em sua vida. È como se disse: “nesta disputa entre vocês, eu consigo sobreviver sozinho”.
     O perverso vai estar condenado a provar que pode triunfar e humilhar seu pai (que na verdade se revela um pai omisso e distante). A erotização é, portanto, uma tentativa desesperada de triunfar para aplacar a angústia da suposta ameaça que o pai representa à mãe desprotegida, por isso, o perverso è levado a fantasiar suas vivências. A compulsão da sexualidade perversa trata-se de uma encenação que possibilita o controle e erotização das relações interpessoais. Freud afirma que é na transgressão dessas crianças que certas vivências, sobre as quais elas não têm domínio, podem ser elaboradas e superadas. Nestas fantasias infantis, a encenação é movida pelo prazer e na atitude e sexualidade perversas, pela necessidade.  

sábado, 10 de março de 2012


Psicose

Psicose é um quadro psicopatológico clássico, reconhecido pela psiquiatria, pela psicologia clínica e pela psicanálise como um estado psíquico no qual se verifica certa "perda de contato com a realidade". Nos períodos de crises mais intensas podem ocorrer (variando de caso a caso) alucinações ou delírios, desorganização psíquica que inclua pensamento desorganizado e/ou paranóide, acentuada inquietude psicomotora, sensações de angústia intensa e opressão, e insônia severa. Tal é frequentemente acompanhado por uma falta de "crítica" ou de "insight" que se traduz numa incapacidade de reconhecer o carácter estranho ou bizarro do comportamento. Desta forma surgem também, nos momentos de crise, dificuldades de interação social e em cumprir normalmente as atividades de vida diária.


Delírio, o principal sintoma

     O delírio é toda convicção inabalável, incompreensível e absurda que um psicótico tem. O delírio pode ser proveniente de uma recordação para a qual o paciente dá uma nova interpretação, pode vir de um gesto simples realizado por qualquer pessoa como coçar a cabeça pode vir de uma idéia criada pelo próprio paciente, pode ser uma fantasia como acreditar que seres espirituais estejam enviando mensagens do além através da televisão, ou mais realistas como achar que seu sócio está roubando seu dinheiro. O delírio proveniente de eventos simples como coçar a cabeça são as percepções delirantes. Ver uma pessoa coçar a cabeça não pode significar nada, mas para um paciente delirante pode, como um sinal de que a pessoa que coçou a cabeça julga-o (paciente) homossexual. Quando a idéia é muito absurda é fácil ver que se trata de um delírio, mas quando é plausível é necessário examinar a forma como o paciente pratica a idéia que defende. O exemplo do vizinho acima citado também é um delírio. A constatação de um delírio não é tarefa para leigos, nem mesmo os clínicos gerais estão habilitados para isso; somente os psiquiatras e profissionais da área de saúde mental.
Mais  esclarecimentos sobre um psicótico
     Quando o paciente está fora de um período de crise, ele tem condições de tomar conta de si mesmo, vivendo praticamente de uma forma normal, alimentando sonhos, expectativas, desejos e até se relacionando bem com os outros. Ao surtar, porém, ele parece se transportar para um universo fantasioso, no qual tudo é possível e as contradições convivem sem problema algum. Isto ocorre geralmente, quando a pessoa está sob pressão, estressada por fatores físicos ou relacionada ao funcionamento do sistema nervoso.
     Algumas pessoas podem também atravessar períodos alucinatórios, sem que isso se transforme em uma psicose duradoura. Esta experiência pode ser vivenciada como um êxtase religioso ou uma inspiração artística mais intensa, percebida como um estado alterado da consciência. De acordo com o DSM – Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders -, manual de diagnósticos norte-americano, este transtorno não é considerado como uma doença. Ele classifica este distúrbio em duas categorias – a funcional, que abrange a esquizofrenia e doenças de natureza afetiva; e a orgânica, conseqüência de demências ou de intoxicações.
     Assim, a psicose tanto pode ser provocada por uma herança genética, quanto por eventos contextuais, psicossociais, com prejuízos no poder de comunicação e de interação com o outro, no campo afetivo, na esfera mnemônica, na razão, no pensamento, no uso da linguagem, entre outros. Nos casos mais radicais, o paciente perde o contato consigo mesmo, e então precisa de alguém que lhe dê os cuidados básicos, que ele não consegue mais suprir.
     Os psicóticos podem, dependendo da intensidade do problema, causar perigo a si mesmo, pois percebem o real de uma forma distorcida, e atuam com base nesta ilusão. Ele também não tem uma clara percepção de si mesmo, do seu contexto, da própria dimensão temporal. Seus sentimentos vão da indiferença à depressão, do medo à raiva. Para Lacan, a eterna falta que caracteriza todo indivíduo, que se tenta suprir ao longo da vida, pode estar na raiz do comportamento psicótico, uma vez que, neste caso, o ser carece de uma conexão que o ligue ao real, justamente o ato da castração simbólica, processo pelo qual este paciente não passou em sua mente.
Exemplos de Filmes sobre Psicose

Abismo do medo 2
Herança Maldita
Sede de Sangue
Flashes de uma Psicose

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Esquizofrenia / Sintomas e causas

Entenda o que é esquizofrenia e saiba quais os seus principais sintomas

A esquizofrenia é uma desordem psiquiátrica caracterizada por quadro de psicose crônica ou recorrente, levando a deterioração progressiva das capacidades funcionais.

A psicose é o termo usado para um alteração do estado mental caracterizado pela perda da realidade, com sintomas como alucinações, delírios, pensamentos e discursos sem lógica e comportamentos caóticos.

O doente psicótico costuma ser extremamente desconfiado, ouve vozes e vê coisas que não existem, imagina ter poderes especiais, acha que a TV ou radio mandam mensagens especialmente para eles, e podem imaginar que existe algum tipo chip ou antena que consegue ler seus pensamentos e monitoriza suas atividades.

Um bom exemplo é a personagem do Russel Crowe no filme vencedor do Oscar " Uma mente brilhante" (A beautiful Mind no original).

Para entender melhor, leia mais sobre psicose.

A esquizofrenia acomete homens e mulheres na proporção de 1,4:1, e apresenta pico de incidência entre 20 e 30 anos de idade. O diagnóstico é puramente clínico uma vez que não existem testes laboratoriais ou de imagem específicos. Raramente inicia-se na infância ou em idosos.

Até 10% dos pacientes conseguem recuperação total, mas para 55% a doença tem curso crônico. Os restantes 35% apresentam episódios intermitentes.

Leia o texto original no site MD.Saúde: ESQUIZOFRENIA | Sintomas e causas http://www.mdsaude.com/2008/12/esquizofrenia.html#ixzz1mxQaSfGC

80% apresentam uma associação com abuso de substâncias como álcool, drogas lícitas é ilícitas. É uma relação de consequência e não causal. O doente esquizofrênico tem uma chance 3x maior de adquirir algum vício do que a população em geral.

Existe claramente um fator genético, mas que sozinho não é suficiente para desencadear a doença. Parentes de primeiro grau apresentam uma taxa de acometimento de 10%. Irmãos gêmeos idênticos, de 50%. Fatores ambientais ainda não claramente identificados apresentam grande peso.

O quadro clínico pode ser bem heterogêneo e os sintomas se caracterizam por 4 grandes grupos:

1. Sintomas positivos: São os sintomas da psicose descritos acima. Delírios e alucinações (especialmente auditivas) são os mais comuns.
2. Sintomas negativos: São sintomas de perda das características usuais. Pode ser perda da resposta afetiva, da expressão verbal, da motivação pessoal, da atenção ao ambiente, da interação social...
3. Alterações cognitivas: Diminuição da atenção, capacidade de raciocínio, da memória, da linguagem e da capacidade em realizar funções
4. Alterações na afetividade: Problemas de humor com mudanças repentinas, manifestações inapropriadas ou bizarras de afetividade ou comportamento. Depressão é comum após períodos de exacerbação da psicose.

De acordo com o conjunto de sintomas, a esquizofrenia é dividida em 5 subtipos:

- Paranoide = São os doentes que apresentam delírios e alucinações, sem alterações no pensamento lógico, na afetividade ou comportamento. É o subtipo que apresenta o melhor prognóstico. São pacientes que conseguem manter o emprego e o relacionamento familiar. Como são os que mais percebem a doença, é o subgrupo com maior taxa de suicídio.

- Desorganizado = São os doentes com pensamento desorganizado e comportamento bizarro e inapropriado. Apresentam o pior prognóstico, com maior taxa de incapacidade funcional, perda de relacionamento e necessidade de institucionalização.

- Catatônico = São os paciente que perdem interação com ambiente e assumem posturas estranhas. Não atendem a solicitações e resistem a tentativas de movê-los. A catatonia ocorre episodicamente.

- Residual = São pacientes que apresentam longos períodos de ausência dos sintomas positivos, porém apresentam outros sintomas de modo discreto, como alterações no pensamento e afetividade.

- Indiferenciado = São os que não se encaixam em nenhuma das categorias anteriores, apresentando sintomas de mais de um subtipo.

A investigação inclui análises de sangue e exames de imagem para se descartar causas orgânicas.
Não existe um sintoma ou sinal patognomônico. O diagnóstico é feito pelo conjunto de sintomas. A psicose é típica, mas não é exclusiva da esquizofrenia.

O tratamento com remédios é para a vida toda. Doentes muito agitados que colocam a sua vida e a de outros em perigo, devem ser internados até estabilização.
Fonte: Dr. Pedro Pinheiro

domingo, 19 de fevereiro de 2012

CULPA




O senso de culpa é uma das experiências emocionais mais dolorosas e incapacitadoras. Pode provocar vergonha, medo, tristeza, raiva, angústia e até enfermidade física. Embora frequentemente sejam desagradáveis, esses sentimentos podem ser usados por Deus para levar os pecadores ao arrependimento e ao pé da cruz, onde podem achar o perdão tão desejado. Às vezes, porém, o mecanismo da culpa faz com que as pessoas assumam a culpa por algo pelo que não são responsáveis, como no caso de alguns sobreviventes de acidentes ou filhos de pais divorciados.
Mas quando o senso de culpa é justificado, serve como boa consciência. A culpa produz desconforto suficiente para levar a pessoa a fazer algo sobre ela. Dependendo das escolhas pessoais, a culpa pode ser altamente destrutiva, como no caso de Judas, ou altamente positiva, como no caso de Pedro.
Nesta semana, vamos estudar quatro relatos bíblicos de culpa a fim de entender melhor esse processo e ver o que podemos aprender sobre ela, se for corretamente canalizada. Podemos ver como a culpa pode ser usada pelo Senhor para nosso proveito. Tudo depende, realmente, de nossa atitude em relação à culpa que sentimos e o que fazemos com ela.

Transforme emoções negativas em emoções positivas




Transformar emoções negativas em positivas requer mudanças em nossos pensamentos e atitudes. A Dra.Uma é psiquiatra Indiana especializada em psicologia do Yoga e compartilha alguns dos seus ensinamentos com a gente.
Vamos à eles:
1º – Precisamos mudar nossa consciência, viver melhor com emoções positivas, como amor, compaixão, alegria;
2º – Precisamos neutralizar a raiva;
3º – Precisamos ficar felizes quando outros estão infelizes;
4º – Temos que praticar a percepção do presente;
5º – Esteja alerta ao encontrar pessoas;
6º – Aprenda a dizer não para emoções negativas das outras pessoas;
7º – Combata a ansiedade com paz e traquilidade;
8º – Transforme simpatia em empatia – na simpatia nos identificamos com o problema do outro (agora são dois sofrendo) – na empatia, entendemos o sofrimento do outro, mas não nos identificamos.
Segundo a Dra. Uma, precisamos ter dentro de nós sentimentos que trazem vitalidade física e mental e muita saúde.
Bons sentimentos: amor incondicional, alegria, esperança, confiança, coragem, harmonia.
Emoções negativas camuflam a visão clara dos fatos, consumindo nossa saúde. Afetam nossa inteligência e prejudicam nossa concentração.
Sentimentos ruins: raiva, inveja, ódio, ciúmes, competividade em excesso.
Emoções positivas ou negativas trazem mudanças psicológicas e fisiológicas em nossas vidas.
Para a Dra. Uma para superarmos qualquer dificuldade precisamos seguir 3 passos:
1º passo: aceitar a situação;
2º passo: encontrar a solução;
3º passo: não sofrer desnecessariamente;
Segundo ela, o homem já aprendeu a nadar como um peixe, já aprendeu a voar como um pássaro, só não aprendeu a ser digno como um ser humano.
Flow with life and not fight with life! (Flutue com a vida e não brigue com a vida)
Fonte: Bbel

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Psicopatologia

    De vez em quando, algum assunto me interessa em particular. A bola da vez é a psicopatologia. Decidi investigar mais sobre esse conceito.
     Para mim, sempre foi claro: Psicopatologia não existe, enquanto doença da mente. Vou explicar um pouco sobre isso neste texto e em outro que está para ser publicado (Terapia Comportamental – análise funcional – avaliação).
Psicopatologia












Do modo tradicional, psicopatologia é definida como uma doença da mente. Ou seja, um indivíduo apresenta psicopatologia se a sua mente está funcionando de forma anormal. Essa definição pode ser criticada em muitos sentidos.
     Primeiro, será que existe uma mente que fica doente? Skinner, behaviorista radical, diz que não. Thomas Szasz, psiquiatra e psicanalista, diz que não. Para esses e outros autores, não se pode medir a mente, nem localizá-la no espaço, nem observá-la à distância; portanto, não se pode afirmar que ela existe.
     Nas palavras do psicanalista Thomas Szasz:
“Uma doença é um algum tipo de funcionamento anormal do corpo humano. A mente é obviamente algo semântico, linguístico, e não faz parte do corpo humano”.
     Szasz diz em poucas palavras: se não existe mente, ela não pode estar doente.
     Para Skinner e Szasz, as relações humanas com o mundo são comportamentais: ou seja, os problemas ditos “mentais” são, na verdade, problemas do comportamento.  Essa afirmação significa que é na relação do indivíduo com seu mundo que estão as dificuldades. Um indivíduo deprimido exibe poucos comportamentos e relata tristeza devido às relações prejudiciais que está mantendo com o ambiente e não porque seu corpo está apresentando um mau funcionamento.
     Isso nos leva a uma segunda crítica à noção clássica de psicopatologia. Iniciemos com a pergunta: ainda que não exista mente, será que existe doença do comportamento?
     Parece que não. Se um indivíduo está deprimido porque perdeu alguém querido, é possível dizer que sua tristeza é anormal? E se teve uma infância na qual não foi valorizada, sua depressão é anormal? Alguém com transtorno de estresse pós-traumático por ter batido o carro, está se comportamento de maneira anormal? Se a maioria das pessoas gosta mais da cor azul do que da verde, gostar da cor verde é anormal? Ser diferente dos outros é ser anormal?
     As perguntas acima parecem querer um não como resposta. A partir do momento em que se é conhecida a história de vida de uma pessoa queixosa, identificando os elementos importantes que afetam seu comportamento atual, é muito difícil sustentar que essa pessoa tem uma doença da mente. O problema dessa pessoa, sua queixa, passa a ser explicada com relativa facilidade como uma reação normal à sua história de vida.
     Um teste fácil de ser realizado: tente identificar quais elementos do ambiente são responsáveis por qualquer comportamento que julgue estranho em si mesmo ou em outra pessoa. Enquanto tais elementos não forem reconhecidos, o comportamento parecerá estranho. A partir do momento em que forem encontrados os fatos ambientais responsáveis pelo comportamento, ele deixa de ser considerado anormal; sua existência torna-se normal, um resultado óbvio dos fatos.
     Uma terceira crítica à noção clássica de psicopatologia diz respeito à rotulação ocasionada por essa noção. Se existe doença mental, ela deve ter um nome. O problema é que o nome termina por definir a pessoa, e não apenas a doença. Um indivíduo com o rótulo de depressivo deixa de parecer alguém comum; tratam-no como alguém com características especiais, que precisa de cuidado constante e em quem não se pode confiar. Um rótulo não é uma pessoa. A pessoa é ampla, complexa, refinada, particular. O rótulo termina com a individualidade, com o refinamento, com a complexidade, pois transforma o indivíduo em um nome.
     Os rótulos se tornam especialmente problemáticos quando se descobre que não há, ainda, testes científicos que comprovem os diagnósticos psiquiátricos (e psicológicos, já que, muitas vezes estes se baseiam naqueles). Não há como provar cientificamente que existe a depressão, a esquizofrenia, o transtorno obsessivo-compulsivo, e assim por diante. Os diagnósticos são feitos com base em um manual estatístico criado por consenso, e não por observações de mau funcionamento do corpo ou “da mente”. Os psiquiatras admitem isso, como pode ser visto no vídeo abaixo.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=APBE5NJO12k&feature=related]
     Em um outro vídeo, o Dr. Thomas Szasz também comenta sobre o problema do diagnóstico psiquiátrico. Vejam:
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=uE0mysIHvvg]
     Os vídeos mostram como ainda há dificuldades para diagnosticar doenças mentais. Mesmo as inventadas. No entanto, eles somente resvalam em um assunto particularmente importante: a utilização de remédios para cuidar de transtornos ainda não efetivamente comprovados. Dizendo de forma bruta: receitam-se remédios para doenças que não existem.
     A noção clássica de psicopatologia ou doença mental só deveria poder ser aplicada em casos nos quais é cientificamente comprovado que os problemas comportamentais estão relacionados com um mau funcionalmento de alguma parte do corpo humano. A doença de Alzheimer é um exemplo.  O mal de Parkinson é outro. Comportamentos modificados por abuso de substância constituem um terceiro exemplo.
     Infelizmente, a maioria das chamadas doenças mentais ainda não são cientificamente comprovadas. Nosso sistema de diagnóstico é falho. Os psiquiatras sabem disso e tentam criar sistemas mais aperfeiçoados de diagnóstico. Um exemplo é a produção do DSM-V que, se bem realizado, pode mudar os rumos do entendimento das doenças mentais.
     Não é objetivo, aqui, relatar a maneira alternativa de diagnosticar problemas do comportamento. Essa empreitada será realizada no texto “Terapia Comportamental – análise funcional – avaliação”, que será publicado em breve. Além disso, já falei sobre uma forma de diagnóstico alternativo neste texto: “É normal ser anormal:…”. Vale a pena ler todo o texto e, principalmente, os comentários feitos por um psiquiatra ao final dele.
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     Este texto não cobre tudo o que há para ser falado sobre psicopatologia. Seu objetivo era discutir brevemente a adequação do conceito e algumas implicações dele. Por favor, deixe perguntas e comentários. Um novo texto pode ser escrito se os leitores indicarem áreas importantes que não foram comentadas aqui, ou se tiverem perguntas que necessitam resposta imediata. Novamente recomendo a leitura do texto “É normal ser anormal:…” e dos vídeos mostrados acima

Técnicas de Exame Psicológico


     O processo de avaliação psicológica é fundamental para o planejamento de uma ação efetiva. É na avaliação que o psicólogo conhece o indivíduo ou a situação que requer intervenção. A partir dos dados obtidos, a intervenção é planejada de modo a sanar os problemas identificados na avaliação e aperfeiçoar as condições já existentes.
     Na Psicologia, a avaliação pode ser feita de diversas maneiras e com a utilização de uma variedade de instrumentos. Geralmente, o processo consiste em (1) uma entrevista e/ou uma observação das condições psicológicas do cliente ou da situação a ser avaliada, (2) na aplicação de um ou mais instrumentos de medida, (3) na realiza mais uma entrevista e/ou observação, e (4) a partir do obtido nos passos anteriores produz um diagnóstico.
     Dentre os instrumentos que podem ser utilizados, estão entrevistas abertas e fechadas, questionários abertos e fechados, escalas, testes psicométricos, técnicas projetivas, análise funcional e observações controladas. A escolha dos instrumentos depende da natureza da demanda que chega ao psicólogo.
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     O objetivo desta disciplina é apresentar aos alunos o processo de avaliação em Psicologia, bem como os diferentes instrumentos de avaliação disponíveis. Alguns deles são: questionários, entrevistas, escalas e testes. Outro objetivo é apresentar teorias e técnicas de avaliação, como a terapia cognitiva, a avaliação psicomotora e a análise funcional do comportamento.

Montando o Quebra-Cabeça: De neurônio em neurônio

Montando o Quebra-Cabeça: De neurônio em neurônio: Os neurônios são as unidades elementares do sistema nervoso. Cada célula neuronal é composta por um corpo celular ( cell body ), um axôni...

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Como lembrar dos sonhos: Estudos sobre os sonhos

        O sonho é uma experiência própria do ser humano estudado nas mais diversas épocas e diferentes culturas. Desde há antigüidade até os dias de hoje, muito tem se pesquisado sobre o mundo dos sonhos tanto dentro do âmbito religioso quanto no científico.
          Podem-se encontrar relatos que revelam as crenças e a misticidade dos sonhos em livros religiosos como a Bíblia que possui mais de setenta passagens tratando do assunto, como estará citado a seguir, o Alcorão (livro sagrado dos maometanos) visto que grande parte de seus escritos foram revelados a Maomé em forma de sonho e até mesmo no Talmud (leitura rabínica) sendo que os sonhos aparecem como algo que precisa ser revelado, pois contém efeitos transmutadores (FROMM, 1951)
          A Bíblia mostra que o sonho durante muito tempo foi uma forma de comunicação entre Deus e os homens e que através deles, muitos conteúdos sobre a vida futura eram revelados. O caráter premonitório dos sonhos aparece em várias passagens Bíblicas como esta: “E aconteceu que, ao fim de dois anos inteiros, Faraó sonhou, e eis que estava em pé junto ao rio, e subiam ao rio sete vacas formosas e gordas de carne, e pastavam. E eis que subiam do rio após elas, outras sete vacas feias e magras de carne; e paravam junto às outras vacas no pasto. E as vacas feias e magras, comiam as sete vacas formosas e gordas. Então acordou o Faraó. Chamou o Faraó um garoto de nome José para que interpretasse seu sonho e assim foi feito. Disse José ao Faraó: O sonho do Faraó é o que Deus fará. As sete vacas formosas são sete anos de muita fartura que o Egito enfrentará e as sete vacas magras e feias são os sete anos de fome e miséria que se sucederá” (Bíblia Sagrada, 1969, p. 47, antigo testamento).
         Na Idade Média, o sonho passou a ser encarado como portador de uma força cognitiva em relação aos fatores da realidade externa objetiva, especialmente o Futuro, o Além e as verdades do relacionamento do homem com o divino, que, de outra forma seriam inacessíveis (WOLFF, 1985).
          Segundo a Dra. VON FRANZ em seu livro O Caminho dos Sonhos (1988), na virada do século, os pioneiros da Psicologia não descobriram a importância dos sonhos. Eles a redescobriram. Muitas civilizações antigas levavam extremamente a sério seus sonhos. Por ironia, muita gente que hoje rejeita os sonhos como algo sem sentido, sem saber, aceita e segue valores espirituais, crenças e tradições que se originam diretamente dos sonhos de indivíduos que viveram há milhares de anos. Durante toda a história religiosa da cultura judeu-cristã os sonhos tiveram um papel central na determinação do destino da humanidade.
          Existem até mesmo autobiografias importantes centradas em sonhos: a primeira, de um médico de Bagdá, Ibn AL-Banña de 1068 e é composta de vinte e três sonhos e suas interpretações, a outra, é do historiador damasceno ABN Shama de 1260. Já se tratando do mundo científico, encontra-se Freud que em 1900 lança uma de suas principais obras “ A interpretação dos sonhos” em que descreve a forma como a psique se protege e satisfaz-se durante o sonho. Freud indica que do ponto de vista biológico, a função do sonho é permitir que o sono não seja perturbado. Sonhar é uma forma de canalizar desejos não realizados através da consciência sem despertar o corpo. Freud considera o sonho como um guardião do sono, ao permitir a satisfação parcial dos desejos inconscientes reprimidos. Seria uma forma de manifestação dos impulsos que estão sob pressão da resistência durante a vigília e que podem liberar-se durante o relaxamento do sono. A lembrança dos sonhos não é apenas fragmentária, mas decididamente imprecisa e falsificada e, muitas vezes, ao despertar, as imagens são fracas e pouco inteligíveis. O esquecimento dos sonhos está a serviço da resistência. Parte da dificuldade de fornecer uma descrição dos sonhos se deve ao fato de se traduzir as imagens em palavras ( WOLFF, 1985).

Psicologia Hospitalar: Atendimento psicológico à família do paciente internado

           O psicólogo da instituição hospitalar deve ter sempre em mente que seu trabalho envolverá tanto o atendimento do paciente quanto da família, pois esta fica estressada, quer ouvir e ser ouvida quer perguntar e ter respostas, informar, criticar, duvidar, atacar e pedir.  Durante o tratamento em geral ela colabora, mas pode também atrapalhar quando está ajudando, acaba por ser em algumas vezes, invasiva também (Neder, 1992).
          A família do paciente ao longo do tratamento também vai ficando confusa e sente-se impotente.  Neste contexto faz-se necessária uma ação conjunta do psicólogo com outros profissionais (médicos, enfermeiras, assistente social e outros) (Neder, 1992).
          A família pode ser um recurso útil para o enfrentamento da doença pelo paciente, desde que bem informada e proporcionando uma atuação positiva. A experiência de “estar doente”, o desconforto físico e psicológico frente às dores relacionadas à doença, as limitações que dela derivam juntas implicam  em  aspectos psicológicos que levarão o paciente a reavaliar seus valores de vida, refletir sobre a invalidez e a morte.      Dependendo do grau e intensidade desse pensamento este paciente corre o risco de ter associado um quadro depressivo (Fráguas Jr.,1993).

Como enfrentar o câncer: Aspectos psicológicos para enfrentamento do câncer

          “O câncer não é apenas uma doença traiçoeira, mas também democrática. Ataca sem preconceito de idade, raça, sexo, religião, classe social, sendo esse também um dos seus aspectos mais perversos, principalmente quando atinge crianças e jovens saudáveis” (Barbosa, 2003, p.17).

          Quando o câncer é diagnosticado em uma pessoa do grupo social do qual pertencemos, normalmente o que ocorre é um afastamento tanto do doente como de seus familiares. O paciente com câncer, em tratamento ou mesmo após receber um diagnóstico favorável, fica estigmatizado pela sociedade, como uma marca que sempre será referenciada quando o citarem (Ribeiro, 1994, apud Carvalho, 1994, p.208).

          O estigma em relação ao câncer é uma realidade, sendo que “a palavra câncer não é pronunciada quando as pessoas referem-se ao doente e à doença” (Ribeiro,1994, apud Carvalho,1994, p.208).

          Para Goffman (1988) o termo estigma é “usado em referência a um atributo profundamente depreciativo” (p.13).

          O estigmatizado passa a ser uma pessoa desacreditada quando o seu problema físico é revelado ou quando é imediatamente evidente. Dessa forma, o estigma fica socialmente caracterizado quando “um indivíduo que poderia ter sido facilmente recebido na relação social quotidiana possui um traço que se pode impor à atenção e afastar aqueles que ele encontra, destruindo a possibilidade de atenção para outros atributos seus” (Goffman, 1988, p.14).

          Segundo o mesmo autor, uma pessoa estigmatizada, seja qual for o defeito físico ou doença crônica, terá várias reações perante a sociedade. Poderá tentar provar que seu problema ou doença não o incapacita de viver normalmente como qualquer outra pessoa, mesmo tendo algumas  limitações, dificuldades ou até a necessidade de cuidados especiais.

          Por outro lado, pessoas estigmatizadas também poderão usar o seu estigma para ganhos secundários, como desculpar-se pelos fracassos que obtiveram.

          Há o estigmatizado que “pode, também, ver as privações que sofreu como uma bênção secreta, especialmente devido à crença de que o sofrimento muito pode ensinar a uma pessoa sobre a vida e sobre as outras pessoas” (Goffman, 1988).

          Acreditamos haver o estigma em relação à doença e ao doente quando nos referimos ao câncer onde todos esses aspectos apresentados estão presentes.

FOBIA SOCIAL: COMO ANALISAR E TRATAR PESSOAS COM FOBIA SOCIAL

Fobia social: como entender os comportamentos do fóbico social:
          Os comportamentos decorrentes da fobia social são o medo e ansiedade exagerados produzidos por situações sociais, considerando o nervosismo e a sensação de timidez; os sintomas fisiológicos; os pensamentos negativos e auto-depreciativos; e a percepção do fóbico social focada nos sintomas físicos eliciados pelas situações ansiogênicas.
         Outro padrão comportamental próprio de indivíduos que sofrem de transtornos de ansiedade é a esquiva fóbica, que é caracterizada pela emissão de respostas que venham a diminuir ou extinguir o contato com o estímulo aversivo, podendo ser dividida em esquiva – comportamento que posterga o contato com o estímulo aversivo – e fuga – comportamento emitido depois de estar em contato com o estimulo aversivo, eliminando-o ou diminuindo sua intensidade. No caso da fobia social, esse tipo de comportamento ocorre em indivíduos que contratam professores particulares ao invés de ir à escola, ou mudar a trajetória do caminho que está fazendo para evitar o contato com um grupo de conhecidos, indivíduos que se locomovem apenas com carros alugados ou taxis, evitando o uso de transportes coletivos.
          O Psicólogo ou analista do comportamento para entender o comportamento-problema do paciente, deve entender quais a variáveis que estão mantendo o comportamento no momento da queixa – microanálise – e se faça uma pesquisa sobre as contingências que levaram ao surgimento desse comportamento, englobando a história de reforçamentos e condicionamentos do sujeito em questão – macroanálise. Essa microanálise ocorrerá durante a terapia e é nessa contingência que o terapeuta procurará interferir de modo a modificar os comportamentos indesejados, instaurando um novo repertório de comportamentos e, na medida do possível, modificando os contextos nos quais esses tipos de comportamentos são emitidos.

Perfil do Psicopata: Comportamentos do psicopata – Cuidados nos relacionamentos pela internet

          Conhecer o Perfil do psicopata e os comportamentos que podem indicar sinais de um relacionamento perigoso que muitas vezes somente são percebidos após um longo e desgastante conflito e sofrimento.
Comportamentos do psicopata/primeiros sinais: “Esses começam a ser mostrados com o passar do tempo, principalmente se a mulher não faz o que ele pede, se ela se impõem ou se mostra contra as vontades dele. Aí podem surgir ataques de ira, violência com tapas e pontapés e um sadismo exacerbado e muito latente”
          No filme Dormindo com o inimigo (1981), Martin Burney (Patrick Bergin) parecia ser o homem dos sonhos de Laura (Julia Roberts): bonito, bem-sucedido e sedutor. Mas depois de casada, ela descobre o verdadeiro Martin, o pior pesadelo de uma mulher: compulsivo, dominador e perigosamente violento.
          Os filmes de Hollywood não nos assustam e surpreendem mais, a cada dia 10 mulheres brasileiras são mortas de forma brutal por seu companheiro, seja marido, namorado ou ex-amante.
          A mídia exibe casos terríveis de crimes passionais todos os dias e uns ganham mais holofotes como o caso Elisa Samudio, Mércia Nakashima e outros.
          É importante ressaltar o perfil do inimigo, pois muitas mulheres são mortas por não conseguirem detectar nenhum perigo à sua volta. Quando percebem que algo está errado, fazem BO, mas nada acontece, isso porque temos uma lei que não é aplicada de forma correta e devida (*Maria da Penha).
          Esses inimigos que as mulheres acolhem, mimam e desejam em suas vidas, muitas vezes são psicopatas; termo usado pela psiquiatria para descrever o indivíduo frio, sem sentimento amoroso pelo próximo, com ausência total de culpa, remorso ou solidariedade.
          É de extrema importância ressaltar que o psicopata não é doente, ele é um indivíduo frio e sádico, extremamente lúcido e sabe exatamente como agir com suas vítimas.
          A maioria deles não irá matar, mas aplicará golpes financeiros em suas parceiras e buscarão uma próxima vítima.
          Escolhem suas vítimas pela vulnerabilidade, principalmente mulheres carentes, frágeis de atenção e com auta estima baixa. Detectando a vítima, ele vai ao ataque.
          Ele procura conquistá-la, fingindo ser amoroso, romântico ao extremo e extremamente apaixonado. Hoje em dia com a facilidade tecnológica da internet é muito fácil para esses predadores escolheres suas vítimas. Basta entrar em uma sala de bate-papo e escolher a mulher mais carente que achar para iniciar seu jogo cheio de charme e sedução.
          Os sinais começam a ser mostrados com o passar do tempo, principalmente se a mulher não faz o que ele pede, se ela se impõem ou se mostra contra as vontades dele. Aí podem surgir ataques de ira, violência com tapas e pontapés e um sadismo exacerbado e muito latente.
          Após o ataque não há culpa, mas provavelmente ele fingirá a culpa para poder reatar, dizendo que não teve a intenção; fingirá um arrependimento enorme e chorará pedindo perdão. A maioria das mulheres continua com esses homens após serem espancadas e agredidas fisicamente e verbalmente, tentando justificá-los a qualquer preço ou entrando no processo neurótico de que são as únicas capazes de modificá-los.
          É importante saber quebrar os laços no primeiro sinal de perigo, lembrando-se sempre: Ninguém modifica um psicopata, nenhuma mulher, nenhum psiquiatra, nenhuma prisão; são seres imutáveis, ervas daninhas que devem estar fora do convívio da sociedade.
Perfil do psicopata
          Descrita pela primeira vez em 1941 pelo psiquiatra americano Hervey M. Cleckley, do Medical College da Geórgia, a psicopatia consiste num conjunto de comportamentos e traços de personalidade específicos. Encantadores à primeira vista, essas pessoas geralmente causam boa impressão e são tidas como “normais” pelos que as conhecem superficialmente.
          No entanto, costumam ser egocêntricas, desonestas e indignas de confiança. Com frequência adotam comportamentos irresponsáveis sem razão aparente, exceto pelo fato de se divertirem com o sofrimento alheio. Os psicopatas não sentem culpa. Nos relacionamentos amorosos são insensíveis e detestam compromisso. Sempre têm desculpas para seus descuidos, em geral culpando outras pessoas. Raramente aprendem com seus erros ou conseguem frear impulsos.