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Ana Cleide L.Lima,aluna de psicologia.Sinta-se à vontade aqui no meu cantinho e não esqueça de deixar um recadinho com o nome do seu blog ou e-mail pra que eu possa retribuir a visita. Volte sempre!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

LUDOTERAPIA

Ludoterapia é a adaptação do processo psico-terapêutico para o universo infantil, onde a brincadeira é a mais genuína forma de expressão. O objetivo da Ludoterapia é ajudar a criança, através dos brinquedos, a expressar com maior facilidade seus conflitos e dificuldades, o que ocorre de forma simbólica. “Brincando” com ela, o terapeuta é capaz de ajudá-la a ultrapassar os obstáculos que a impedem de integrar-se e adaptar-se adequadamente ao seu meio familiar e ou social mais amplo. Através de desenhos, atividades projetivas, jogos, modelagem e outros recursos lúdicos, a criança representa seus mundos internos, que inclui as situações que mais a afligem. Por exemplo: Um garoto que pega um bonequinho e uma bonequinha de plástico e simula uma briga entre ambos, ao mesmo tempo em que, aflito, pede a eles que parem de brigar (atribuindo-lhes o papel de pai e mãe) por certo está reproduzindo uma cena muito conhecida sua.
     O terapeuta investiga e busca compreender a origem dessa representação (que pode ser tanto um conflito familiar quanto uma cena de filme de TV) e atua também em linguagem lúdica, de modo a elucidar e tratar o conflito. Por conter brinquedos e materiais atraentes, a sala de Ludoterapia é sempre muito agradável para as crianças. Elas geralmente ficam muitas à vontade e gostam bastante das sessões.
     Embora os materiais e atividades utilizados sejam parecidos para meninos e meninas, normais ou com alguma deficiência, as representações do seu cotidiano, produzidas durante a sessão, variam em função do tipo do problema que a criança vive. Uma criança com comprometimento da motricidade fina, por exemplo, poderá produzir um desenho riquíssimo em termos de conteúdo, ainda que empobrecido em termos gráficos. São vários os motivos que levam os pais a buscarem terapia para seus filhos. Os mais freqüentes são os distúrbios de aprendizagem e os de comportamento (dentre estes, particularmente, a agressividade, a rebeldia, a ausência de limites e o alto grau de ansiedade). Esses distúrbios costumam ser mais freqüentemente identificado no início da idade escolar, quando se observa que o comportamento da criança parece ser diferente daquilo que é esperado como normal para aquela idade. Mais comumente, o encaminhamento à terapia é feito pelo pediatra, pela escola e outros profissionais da saúde. Em geral, a criança manifesta bastante afetividade em relação ao terapeuta, o que facilita em muito a sua adesão ao tratamento.
     O terapeuta, no entanto, procurará sempre conduzir a criança na busca de sua independência e autonomia, gradativamente, para que o vínculo afetivo se desfaça de forma natural. Deve-se evitar ao máximo que o processo terapêutico seja interrompido abruptamente, para que a criança tenha tempo de elaborar a separação, assim como deve ser com as demais situações de separação de figuras importantes de seu círculo de relações.
     A melhora, em relação ao quadro inicial, é detectada através da evolução de seus desenhos e brincadeiras, bem como de seu comportamento em casa e na escola, cujas informações são sempre verificadas junto aos pais e professores. A participação dos pais é fundamental para a manutenção da evolução da criança porque, ainda que inconscientemente, eles quase sempre estão ligados aos sintomas apresentados por ela. Não se trata de culpar os pais pelos problemas apresentados pelos filhos, mas de orientá-los sobre algumas de suas necessidades, muitas vezes imperceptíveis para eles. Na maioria das vezes, os pais mostram-se bastante receptivos e colaboradores, o que redunda em enormes ganhos tanto para a criança quanto para toda a família.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

                                                   COMO FAZER LEITURA DINÂMICA



                 ELIMINE OS RUÍDOS
                      Desligue a TV, coloque o computador para descansar, prenda o cachorro e esqueça o celular. Sente-se confortavelmente sob um abajur e faça estes exercícios com um texto que você já leu várias vezes, porque é importante treinar com uma informação que você domina.



         DESCUBRA A SUA MARCA INICIAL
     Cronometre um minuto no relógio e conte quantas palavras você consegue ler nesse tempo. Um leitor normal lê 150 palavras por minuto, com 60% de aproveitamento. Já um leitor dinâmico lê de 5 a 8 vezes melhor: 800 palavras, com compreensão de 80%.

                                                                      

                      USE OS DEDOS
          Tome cuidado para não pronunciar o que lê, mexendo a boca. Também tente evitar voltar sempre para a mesma linha do texto. Aí o jeito é acompanhar as linhas com o dedo. Agora é só acelerar e ler mais rápido. Você não vai entender nada no começo, mas seu cérebro vai ser forçado a absorver informações.

                 

                     VISUALIZE BLOCOS
              Com a aceleração, seu pensamento vai mudar e seus olhos aprenderão a focar em um único ponto da palavra. É ai que acontece a mágica: você não verá mais o texto como uma sequência de letras, mas em unidades de pensamento. Para ler, você vai passar das sílabas para as palavras e das palavras para as idéias centrais do texto.

                                                
                                                                    

                                                             O Cotrole de si mesmo




               Há quem afirme que não devemos recalcar nossos desejos e vontades, pois o recalque provocaria uma série de doenças nervosas. Isto, entretanto, não acontece, levando-se em conta que desde nossa infância nos acostumamos a recalcá-los. Tão habituados estamos, que nem mais o notamos. Assim não fosse, estaríamos incorrendo nas coisas mais absurdas, tais como: matar a todas instantes pessoas que nos aborreçam, roubar nas lojas tudo que nos agrada, etc. Só não o fazemos por causa deste controle que já possuímos desde a mais tenra idade. Na verdade, existem pessoas que conseguem dominar suas paixões melhor do que outras; é a estas últimas  convém conhecer sua própria natureza, a fim de poder dominá-las. Particularmente aos que se irritam facilmente, perdendo a calma por um nada, é recomendável, em primeiro lugar, fazer um exame médico, para verificar se sua falta de controle não tem origem orgânica; se não for o caso, é possível que esportes violentos, como lutas de boxes ou futebol, permitam “canalizar” a agressividade fora das relações de trabalho.
               Para muitos o controle de si mesmo é difícil inicialmente mas, aos poucos, se torna um hábito, muito útil para melhorar as relações humanas.    
                                         O QUE É VIOLÊNCIA, AFINAL


 
         
                    A definição de violência é “ação ou efeito de violentar, de empregar força física contra alguém ou algo, ou intimidação moral contra alguém”. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a violência nada mais é do que a imposição de um grau significativo de dor e sofrimento evitáveis. Na prática, todo mundo sabe o que é violência, seja por experiência própria ou de outros.
                    Podemos enquadrar no conceito de violência não só a agressão física, como também a violência psicológica, verbal, sexual, moral, política, cultural, entre outras. E novas expressões que também caracterizam algum tipo de violência, como, por exemplo, o bullying, que nada mais é o do que o ato de agredir ou intimidar outro indivíduo incapaz de se defender vêm surgindo com rapidez assustadora.
                    Então, como podem os muros, grades, armas e parafernálias eletrônicas garantir que estaremos livres da violência? A resposta é simples: eles não podem. O máximo que conseguem é gerar em algumas pessoas a falsa impressão de segurança. Mas, basta olhar ao redor com um pouco mais de atenção para perceber que a violência está em todos os lados, vestindo roupas e cores diferentes.

Contribuições da Terapia Cognitiva

                        Contribuições da Terapia Cognitiva



     A Terapia Cognitiva tem seu marco inicial na década de 1960, nos Estados Unidos. O então psicanalista norte-americano Aaron Beck e demais pesquisadores da Universidade da Pensilvânia notaram que as pessoas na relação psicanalítica, mantinham núcleos de ações recorrentes. Eles notaram que esses núcleos eram um padrão de pensamento e não uma conseqüência de uma emoção, ou seja, havia um padrão fortemente ligado às formas de pensar do que às formas de sentir.

     A partir dessas observações, desenvolveram o modelo cognitivo que tem como ponto basilar a primazia do pensamento sobre a emoção e o comportamento. Dessa forma, as distorções seriam erros de pensamento, ou melhor, padrões interpretativos equivocados e decorrentes de processos mal modelados.

     A Terapia Cognitiva é aplicável individualmente ou em grupos a crianças, adolescentes e adultos. Ela é usada com sucesso em contextos clínicos e institucionais corporativos e educacionais, e uma terapia breve: empirismo colaborativo, a descoberta gerada, o estabelecimento de agenda, para casa e evocação de feedback.

     Além de propor formas de reduzir os conflitos entre pais e filhos a partir do entendimento dos esquemas do pensamento ( funcionais e disfuncionais ). Os esquemas funcionais ( cortar funcionais ) são temas implícitos, incondicionais, mantidos pelos indivíduos. Esses esquemas são elaborados ao longo da vida, definem sentimentos, comportamentos e relacionamentos. Eles são compostos por valores e atitudes, são resultados de regras da vida, de pressuposições de defesa, de culturas que são passados de pai para filho.

     Os esquemas disfuncionais se desenvolvem a partir de experiências negativas, interpretadas através das lentes de não estima, de incapacidade, de inadequação e de vulnerabilidade aumentada. O individuo trabalha negativamente e reage de forma alterada aos fatos desagradáveis. 

domingo, 24 de abril de 2011

Criminosos na literatura

                            Criminosos na literatura



        O perfil psicológico de assassinos do mundo inteiro é o principal do livro Perfil de uma Mente Criminosa (Editora Escala, 2009). A obra aborda a questão histórica da Medicina em busca de uma característica física que pudesse apontar a natureza criminosa. Também analisa a inserção da Psicologia nas investigações que contam com a ajuda das teorias de famosos pensadores como Gustav Jung e o pai da Psicanálise, Freud, para entender as mentes criminosas e a importância desta ciência na resolução dos crimes. O leitor poderá conhecer em detalhes as histórias de diversos criminosos, entre eles, Jack, o estripador; O vampiro de Düsseldorf e o Estripador de Yorkshire, entendendo desde o processo de descoberta dos assassinos até a descrição de suas motivações para as atrocidades. Toda a obra vem repleta de imagens, fotos dos incidentes, cartas, fotografia dos assassinos, das vítimas, das armas, entre outras curiosidades. Livro por Brian Inmes, 114 páginas R$ 49,90.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

BULLYING

                                                         O QUE É O BULLYNG
     Todos os dias a vida de milhares de crianças e jovens brasileiros é afetada por um fenômeno cada vez mais comum: o bullying  escolar.
     De origem inglesa, a palavra bullying corresponde a um conjunto de atitudes de violência física e/ou psicológica. É um tipo de agressão intencional, que ridiculariza, humilha e intimida suas vítimas.
     Algumas crianças, por serem diferentes de seus colegas-altos ou baixos demais, gordinhos ou muito magros, tímidos, nerds, mais frágeis ou muito sensíveis-, sofrem intimidações constantes. Discriminadas em sala de aula, as vítimas de bullying, na maioria das vezes, sofrem caladas frente ao comportamento de seus ofensores. E as consequências podem ser desastrosas: desde repetência e evasão escolar até o isolamento, depressão e, em casos extremos, suicídios e homicídio.  

                               Caracterização do assédio escolar
O assédio escolar divide-se em duas categorias
  1. assédio escolar direto;
  2. assédio escolar indireto, também conhecido como agressão social
     O bullying direto é a forma mais comum entre os agressores (bullies) masculinos. A agressão social ou bullying indireto é a forma mais comum em bullies do sexo feminino e crianças pequenas, e é caracterizada por forçar a vítima ao isolamento social. Este isolamento é obtido por meio de uma vasta variedade de técnicas, que incluem:
  • espalhar comentários;
  • recusa em se socializar com a vítima;
  • intimidar outras pessoas que desejam se socializar com a vítima;
  • ridicularizar o modo de vestir ou outros aspectos socialmente significativos (incluindo a etnia da vítima, religião, incapacidades etc).
     O assédio escolar pode ocorrer em situações envolvendo a escola ou faculdade/universidade, o local de trabalho, os vizinhos e até mesmo paises. Qualquer que seja a situação, a estrutura de poder é tipicamente evidente entre o agressor (bully) e a vítimas. Para aqueles fora do relacionamento, parece que o poder do agressor depende somente da percepção da vítima, que parece estar a mais intimidada para oferecer alguma resistência. Todavia, a vítima geralmente tem motivos para temer o agressor, devido às ameaças ou concretizações de violência física/sexual, ou perda dos meios de subsistência.
                                                Características dos bullies
     Pesquisas indicam que adolescentes agressores têm personalidades autoritárias, combinadas com uma forte necessidade de controlar ou dominar. Também tem sido sugerido que uma deficiência em habilidades sociais e um ponto de vista preconceituoso sobre subordinados podem ser particulares fatores de risco. Estudos adicionais têm mostrado que enquanto inveja e ressentimento podem ser motivos para a prática do assédio escolar, ao contrário da crença popular, há pouca evidência que sugira que os bullies sofram de qualquer déficit de autoestima. Outros pesquisadores também identificaram a rapidez em se enraivecer e usar a força, em acréscimo a comportamentos agressivos, o ato de encarar as ações de outros como hostis, a preocupação com a autoimagem e o empenho em ações obsessivas ou rígidas. É frequentemente sugerido que os comportamentos agressivos têm sua origem na infância:
"Se o comportamento agressivo não é desafiado na infância, há o risco de que ele se torne habitual. Realmente, há evidência documental que indica que a prática do assédio escolar durante a infância põe a criança em risco de comportamento criminoso e violência doméstica na idade adulta".
       O assédio escolar não envolve necessariamente criminalidade ou violência. Por exemplo, o assédio escolar frequentemente funciona por meio de abuso psicológico ou verbal. Os bullies sempre existiram mas eram (e ainda são) chamados em português de rufias, esfola-caras, brigões, acossadores, cabriões, valentões e verdugos.
          Os valentões costumam ser hostis, intolerantes e usar a força para resolver seus problemas.
                                                         Tipos de assédio escolar
         Os bullies usam principalmente uma combinação de intimidação e humilhação para atormentar os outros. Alguns exemplos das técnicas de assédio escolar:
·        Insultar a vítima;
·        Acusar sistematicamente a vítima de não servir para nada;
·        Ataques físicos repetidos contra uma pessoa, seja contra o corpo dela ou propriedade.
·        Interferir com a propriedade pessoal de uma pessoa, livros ou material escolar, roupas, etc, danificando-os.
·        Espalhar rumores negativos sobre a vítima;
·        Depreciar a vítima sem qualquer motivo;
·        Fazer com que a vítima faça o que ela não quer, ameaçando-a para seguir as ordens;
·        Colocar a vítima em situação problemática com alguém (geralmente, uma autoridade), ou conseguir uma ação disciplinar contra a vítima, por algo que ela não cometeu ou que foi exagerado pelo bully;
·        Fazer comentários depreciativos sobre a família de uma pessoa (particularmente a mãe), sobre o local de moradia de alguém, aparência pessoal, orientação, religião, etnia, nível de renda, nacionalidade ou qualquer outra inferioridade depreendida da qual o bully tenha tomado ciência;
·        Isolamento social da vítima;
  • Usar as tecnologias de informação para praticar o cyberbullying (criar páginas falsas, comunidades ou perfis sobre a vítima em sites de relacionamento com publicação de fotos etc);
  • Expressões ameaçadoras;  
  • Grafitagem depreciativa;
  • Usar de sarcasmo evidente para se passar por amigo (para alguém de fora) enquanto assegura o controle e a posição em relação à vítima (isto ocorre com frequência logo após o bully avaliar que a pessoa é uma "vítima perfeita").
  • Fazer que a vítima passe vergonha na frente de várias pessoas.
DISTÚRBIO DO SONO
São alterações relacionadas às dificuldades de adormecer, continuar dormindo ou a comportamentos anormais associados ao sono como terror noturno, sonambulismo, adormecer em horários impróprios e sono excessivo.
CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS: Fatores ambientais; (estresse, barulhos e horários de sono irregular).
                                                        Fatores médicos; (ansiedade, depressão, obesidade, menopausa, idade, gravidez, disfunções do sistema  nervoso).  
                                                         Medicações, álcool e cafeína.
                                                         Sintomas variam de pessoas.  
                                                         Dificuldade para dormir á noite.
                                                         Sonolência.
                                                         Cansaço durante o dia (tendo dormido á noite toda).
                                                          Insônia (todas as idades).
                                                         Doença (apneia do sono).  
                                                         Necessidades individuais ( 7 horas á 9 horas de sono).
ESTÁGIOS DO SONO:
          O padrão do sono não é uniforme.
          Diferentes níveis. Nível 1 (leve) acorda facilmente, cinco minutos.
                             Nível 2 (pessoa dorme, não profundamente, 15 minutos).
                             Nível 3 (estímulo para acordar são maiores,  15 a 20 minutos).
                             Nível 4 (quarenta minutos de sono profundo). Músculos encontram-se relaxados, freqüência cardíaca e respiratória diminuídas ao máximo. Ondas cerebrais se transformam, ficando maiores e mais lentas e o sono se aprofundando.
DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO: Consulta médica detalhada e de exames, como polissonografia.
                                                              Testes de alerta, sonolência e ritmo de sono (actigrafia).
                                                              Tratamento: para insônia (orientação de higiene do sono).
                                                              Terapia cognitiva comportamental até hipnóticas.
                                                              Para apneia do sono, variam desde emagrecimento, aparelhos para dormir ou aparelho intra- oral até cirurgia.
                                                              Distúrbio surge gradativamente.
                                                              Alerta: sonolência durante o dia, problemas de memória, falta de concentração, ansiedade e ronco freqüentes e altos.
          Quando uma pessoa dorme, o organismo desempenha inúmeras funções, para a saúde física e mental, vale ressaltar que uma boa noite de sono é reparadora e um dos determinantes da qualidade de vida.

Revista: Atualidade Hebron n°44 “Distúrbio do Sono”.

OBRIGADA! BOM SONO!
                                               ANA CLEIDE- 22/04/2011

quinta-feira, 21 de abril de 2011

PSICOPATAS

QUEM É ?
      O psicopata já nasce com uma predisposição genética à manifestação desse tipo de comportamento de indiferença afetiva: “O sistema emocional do psicopata vem desconectado e não conecta novamente. Não tem cura até o momento”.
    A Psicopatia, também conhecida como Sociopatia, tem sido associada ao protótipo do assassino em série, porém, nem todos os assassinos são psicopatas e nem todos os psicopatas chegam a ser assassinos, ou mesmo fisicamente violentos!
     A psiquiatra Ana Beatriz afirmou que há três níveis de psicopatas: o leve, que aplica os famosos golpes 171 (estelionato ou fraude) e atinge uma pessoa; o moderado, que aplica o mesmo golpe, porém em uma esfera social mais alta (como o superfaturamento na compra de remédios para o sistema de saúde pública) e acaba lesando milhares de pessoas; e o grave, que seria  oserial  killer, o assassino para quem não basta matar, tem que haver atos de crueldade. Esse último tipo, porém, é raro.
CARACTERÍSTICAS DE UM PSICOPATA
Ausência de Culpa
     Nunca sente arrependimento, nem remorsos. Os outros é que são os culpados de tudo o que acontece de mal e vive com a certeza absoluta que nunca erra, nem errou. Não teme a punição por ter a certeza que tudo o que faz tem um propósito benéfico, (para ele, claro!), embora tenha a noção de que os seus atos são anti-sociais. Quando é denunciado, recusa a reabilitação ou qualquer tratamento e na impossibilidade de fugir, simula uma mudança de caráter, para mais tarde voltar aos padrões comportamentais que lhe são característicos e até, vingar-se de quem o tentou ajudar!
Mestres da Mentira
     Para eles a realidade e a ilusão fundem-se num só conceito pelo qual regem o seu mundo. São capazes de contar uma mentira como se estivessem a descrever detalhadamente uma situação real. Não mentem apenas para fugirem de uma situação constrangedora, mas pura e simplesmente porque não sabem viver sem mentir.
        Manipulação e Egoísmo
     Não tem a noção de bem comum. Desde que ele esteja bem, o resto do mundo não lhe interessa. O psicopata é um indivíduo extremamente manipulador que usa o seu encanto para atingir os seus objetivos, nunca pensando nas emoções alheias. Não reconhece a dor que provoca nos outros e por isso, usa as pessoas como peões, objetos que pode pôr e dispor conforme lhe convêm. Manifesta facilidade em lidar com as palavras e convencer as pessoas mais vulneráveis a entrarem no “jogo” dele. Querem controlar todos os relacionamentos, impedindo que familiares e amigos confraternizem paralelamente, sem a sua presença. Para tal recorrem as esquemas, intrigas e claro, ao seu charme para se fingir amigo.
Inteligência
     O QI costuma ser acima da média. Há casos de psicopatas que conseguem  passar por médicos, advogados, professores, etc, sem nunca terem frequentado uma universidade! São peritos no disfarce, excelentes auto-didatas e fazem-no na perfeição.
        Ausência de Afeto
     Não são pessoas afetuosas com o próximo e enquanto pais, não são do gênero de “dar colo” aos filhos. Usam os filhos como “marionetes”, em função dos seus próprios interesses, não respeitando as suas escolhas, quer a nível pessoal, quer profissional! Baseia os seus “métodos educativos” na humilhação e chega a ser totalmente negligente para com os seus.
Impulsivo
     Devido ao déficit do superego, não consegue conter os seus impulsos, podendo cometer toda a espécie de crimes, friamente e sem noção de culpa. Costuma fintar até o teste do polígrafo, porque o seu ritmo cardíaco não se altera quando profere mentiras e nem quando comete crimes.
Isolamento
     Gostam de viver a sós e quando vivem com outros, querem liderar o grupo, mesmo que para isso destrua uma família inteira.

 Existe uma maneira de perceber que uma pessoa é um psicopata?

          Isso é bem complicado. É sempre bom desconfiar de pessoas que se apresentam de forma sedutora, com idéias mirabolantes, sempre muito agradáveis. A mídia já retratou diversos casos de impostores. Eles se aproveitam de mulheres quase sempre muito bem colocadas profissionalmente, prometem mundos e fundos, enfim, ganham a confiança da vítima. Quando menos se espera, o impostor pede um dinheiro para completar a compra de um imóvel ou de um carro, e promete pagar assim que possível, ou assim que fechar outro negócio. A partir daí, já é tarde para reagir. Geralmente esses impostores somem no dia seguinte sem deixar nenhum vestígio. Coisa parecida acontece nos casos de estupradores e assassinos seriais. O psicopata vem com uma conversa agradável, dizendo que a moça é muito bonita, que quer tirar umas fotos dela para a agência de modelos. Pronto, a armadilha foi colocada, dificilmente a vítima terá escapatória. Esse tipo de abordagem foi  usada,  por exemplo, pelo Maníaco do Parque em São Paulo.
 Serial Killer
          O Serial Killer ou assassino em série apresenta-se como uma pessoa extremamente inteligente e capaz de esconder os seus crimes e as suas atrocidades, podendo esse segredo durar toda a sua vida.
     Neste caso, o seu passado exerce grande influência na sua personalidade criminosa. A conscientização e análise dos papeis que os indivíduos que representam nos seus dramas específicos de vida, representam meios valiosos para a motivação e decisão de mudanças pessoais. Temos assim criminosos com uma formação múltipla de personalidades.
     Quando apanhados e interrogados, a maioria destes assassinos afirmam vivamente estarem possuídos por outras personalidades, afirmando que ouvem vozes e confessam ter tido experiências incomuns, dizendo por vezes que foram enviados por Deus para realizarem uma limpeza no mundo tendo como objetivo a “matança”. Isto determina um perfil por cada Serial Killer.

O PSICOPATA NA FICÇÃO
YVONE (Caminho das Índias)
      A maldade e a frieza da psicopata Yvone (Letícia Sabatella), personagem da novela Caminho das Índias, habita entre nós, na vida real. A cada 25 pessoas, uma é perversa, desprovida de culpa e capaz de passar por cima de qualquer ser humano para satisfazer os próprios interesses. Os psicopatas são 4% da população. E não há cura para eles.
O PSICOPATA NA REALIDADE
Suzane Von Richthofen
     Suzane von Richthofen. A garota que em novembro de 2002, ela abriu a porta de sua casa para que o namorado, Daniel, e o irmão dele, Cristian, matassem seus pais, Marísia e Albert, com pancadas de barras de ferro. Depois, foi para um motel. Após o enterro, fez uma reunião com amigos na piscina de casa.



 O PSICOPATA NA FICÇÃO
Hannibal Lecter

     Hannibal Lecter, de O Silêncio dos Inocentese Hannibal, fazia suas vítimas em pedacinhos para depois comê-las. Frio, não se importava em comentar seus crimes e era um profundo conhecedor da mente dos psicopatas, já que fez doutorado em Psiquiatria. Com isso, manipulava policiais e tentava ganhar a confiança deles ajudando a encontrar outros criminosos.
O PSICOPATA NA REALIDADE
Ted Bundy
     Foi um dos mais temíveis assassinos em série da história dos Estados Unidos da América durante a década de 1970. Com uma infância perturbada, ele iniciou a sua carreira criminosa assassinando e estuprando as suas vítimas.
     Era um homem charmoso, comunicativo , de conversa e palavras convincentes, que lhe ajudariam a seduzir e eliminar mulheres em uma matança desenfreada.
     O mais terrível serial Killer e criminoso sexual da América, que admitiu ter matado mais de 35 mulheres em um período de 4 anos.
O PSICOPATA NA REALIDADE
 Adimar de Jesus Silva
          O pedreiro Adimar Jesus da Silva, 40 anos, foi preso, no sábado 10/04/2010, após confessar ter matado seis jovens que estavam desaparecidos desde dezembro de 2009. Ele ainda indicou à polícia onde os corpos das vítimas estavam escondidos.

Estatísticas
          Entre 76% e 85% dos casos de homicídio em série, ocorreram nos Estados Unidos. Os outros crimes aconteceram principalmente na Europa. Estes números podem não ser totalmente confiáveis porque poucos casos foram relatados na Rússia, no Oriente Médio e na Ásia. Mais de 90% dos assassinos em série no mundo são homens.84% dos assassinos em série são brancos, 16% são negros.26% começam matando na sua adolescência, 44% entre 20 e os 30 anos,e 24% a partir dos 30 anos.86% de todos os assassinos são heterossexuais.89% das vítimas são brancas e 65% são mulheres.
PARA SABER MAIS ...
     Para saber mais sobre este terrível transtorno de personalidade leia o livro da Doutora Ana Beatriz Barbosa Silva.
 Mentes Perigosas –O psicopata mora ao lado”.
Referências:
Livros
Mentes Perigosas –O psicopata mora ao lado –Ana Beatriz Barbosa Silva Perfil de Uma Mente Criminosa –Brian Innes –Editora Escala -2009
 Sites
Fonte: http://mentes4criminosas.blogs.sapo.pt/Fonte: http://pessoas.hsw.uol.com.br/serial-killer.htm
Fonte: http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br
OBRIGADO PELA ATENÇÃO!